Cenários Studio Ghibli

Studio Ghibli | Scenery

Sempre que eu vejo um filme do Studio Ghibli eu fico encantada com o cenário onde as histórias se desenrolam, é sempre uma riqueza de detalhes de tirar o fôlego. Lindo demais!

∴ info ∴
Studio Ghibli website.
imagens via Disney-Ghibli tumblr.

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Karl Ove Knausgård – Minha Luta 1, 2 e 3

Karl Ove Knausgård | Foto: Axel Öberg

Se você olhou para a imagem acima e não reconheceu de cara de quem se trata, ou você não é muito ligado no mundo literário ou esteve vivendo numa bolha nos últimos anos. O Karl Ove Knausgård é um fenômeno, autor da série de 6 livros autobiográficos Minha Luta, publicada entre 2009 e 2011 na Noruega, e que, desde então, vem arrebatando uma legião de fãs no mundo todo, incluindo outros escritores célebres como Jeffrey EugenidesZadie Smith

Eu estava reticente antes de começar a ler a série, publicada por aqui pela Companhia das Letras. Sou bem avessa e costumo passar longe dessas leituras “da moda”, mas, ao mesmo tempo, estava super curiosa a respeito do autor, que vinha sendo comparado a Marcel Proust, um escritor que eu admiro e uma das muitas influências de Knausgård. Mas, ao contrário de Proust, cujo estilo é inegavelmente construído e meticulosamente calculado, os livros da série Minha Luta são crus, ultra realistas e esmiuçam todos os aspectos da vida do escritor, mesmo os mais embaraçosos e comprometedores.

Eu praticamente respirei os três primeiros livros da série. Karl Ove (como ele prefere ser chamado) escreve sobre si mesmo de maneira tão honesta e devastadora , que é impossível não sentir empatia ~ e também uma espécie de identificação, mesmo que os fatos narrados estejam tão distantes da sua realidade. O New Republic resumiu muito bem essa sensação quando disse que “ler Minha Luta é como abrir o diário de alguém e encontrar os seus próprios segredos“.

Karl Ove Knausgård - Minha Luta 1 - A Morte do Pai | Não Me Mande Flores

Minha Luta 1 – A Morte do Pai, por Karl Ove Knausgård – tradução de Leonardo Pinto Silva
408 páginas • título original: Min Kamp 1 • Companhia das Letras

Nesse primeiro volume Karl Ove investiga a própria juventude e narra o processo destrutivo que levou o seu pai a arruinar o núcleo familiar, culminando na sua morte. O autor investiga também o próprio presente: aos 39 anos, pai de três filhos, numa luta diária para escrever seu novo romance em meio à rotina familiar exaustiva e cheia de angústias.

 ∵ Americanas | Livraria CulturaSaraivaSubmarino ∵

Karl Ove Knausgård - Minha Luta 2 - Um Outro Amor | Não Me Mande Flores

Minha Luta 2 – Um Outro Amor, por Karl Ove Knausgård – tradução de Guilherme da Silva Braga
592 páginas • título original: Min Kamp 2 • Companhia das Letras

Depois de se separar da primeira mulher, Karl Ove deixa Oslo e se muda para Estocolmo, onde começa uma nova vida. Lá reencontra Linda, uma antiga paixão que o arrebatara durante um encontro de escritores anos antes e começa uma amizade profunda com Geir, colega escritor com quem vai morar nos primeiros dias na cidade. O livro também explora a descoberta da paternidade e os sentimentos conflituosos do escritor, que tem dificuldade em conciliar a vida em família com suas ambições literárias.

∵ Americanas | Livraria CulturaSaraivaSubmarino ∵

Karl Ove Knausgård - Minha Luta 3 - A Ilha da Infância | Não Me Mande Flores

Minha Luta 3 – A Ilha da Infância, por Karl Ove Knausgård – tradução de Guilherme da Silva Braga
440 páginas • título original: Min Kamp 3 • Companhia das Letras

Esse terceiro volume da série é dedicado à infância e a construção da identidade. Esses anos iniciais da vida são especialmente aterrorizantes para o jovem Karl Ove, que tem medo do barulho da água correndo nos canos, medo de assombração, medo do cachorro do vizinho e das raposas selvagens ~ e medo, especialmente, do pai. Conhecemos mais a fundo o universo familiar do autor, na figura benevolente da mãe e na figura tirânica do pai.

∵ Americanas | Livraria CulturaSaraivaSubmarino ∵

No universo de Knausgård, as fronteiras entre a memória e a ficção se misturam a tal ponto que a sua própria vida é recriada e ressignificada. Saltos no tempo, digressões (longuíssimas) e flashbacks pontuam os diferentes momentos da narrativa, demonstrando o total controle e talento do autor. Não se engane, você não vai conseguir parar de ler.

A série tem sido de rodeada de controvérsias, a começar pelo título Min Kamp, deliberadamente emprestado da autobiografia de Adolf Hitler Mein Kampf ~ e cujos paralelos foram esmiuçados nesse artigo do The New YorkerKnausgård também enfrentou ameaças de processos e indignação por parte de familiares e amigos, que não gostaram nem um pouco de ter suas vidas expostas de maneira tão incisiva e impiedosa. Mesmo que, no final das contas, quem acabe completamente exposto é o próprio autor.

O Minha Luta 4 – Uma Temporada no Escuro foi lançado há pouco tempo aqui no Brasil e estou esperando (ansiosamente) pela chegada dos outros dois volumes, para ler tudo de uma vez só, como fiz com esses três primeiros. Para quem quiser saber mais detalhes sobre a série, recomendo esse excelente artigo (já mencionado anteriormente), escrito pelo Evan Hughes para o New Republic, que faz um bom resumo da história toda ~ sem apelar para o sensacionalismo, como eu tenho visto (e muito) por aí.

 

Mais Knausgård:

Esse vídeo do WNYC é uma pequena introdução ao universo do escritor, cinco minutinhos de Karl Ove para quem está chegando agora e ainda não está por dentro das suas influências e inspirações.

(Eu ia compartilhar esse vídeo do VICE, mas o entrevistador é tão ~ fucking ~ grosseiro e desagradável, interrompendo o escritor o tempo TODO, que fiquei com antipatia. Assistam por sua conta e risco).

Karl Ove esteve no Brasil esse ano para a FLIP e deu muitas entrevistas por aqui. Ele participou de um encontro com o pessoal da Companhia das Letras em São Paulo, que resultou nesse bate-papo bacana ~ e especialmente interessante para quem já leu ou está lendo a série. 

No ano passado o New York Times propôs que o escritor viajasse até Newfoundland, visitasse o local onde os Vikinks se estabeleceram e, em seguida, alugasse em carro e dirigisse até Minnesota nos EUA, onde a maioria dos imigrantes noruegueses se fixaram. O resultado foi um grande artigo em duas partes: My Saga, Part 1 e My Saga, Part 2Karl Ove Knausgård’s Passage Through America. Sensacional!

∴ info ∴
A foto do Karl Ove Knausgård na abertura do post é do Axel Öberg.

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Escova Ultranutrição Kérastase – Nutritive Magistral

Escova Ultranutrição Kérastase - Nutritive Magistral

Eu não sei se vocês já conheciam a linha Nutritive da Kérastase, mas recentemente ela passou por algumas mudanças e, na minha opinião, ficou ainda mais bacana. Toda a coleção Nutritive foi desenvolvida para nutrir (e muito!) cabelos normais a extremamente secos e a combinação dos produtos é feita de acordo com o índice de nutrição que os seus fios estão necessitando. Estive no Werner Maison, à convite da marca, para o pré-lançamento da Escova Ultranutrição Kérastase e vou contar para vocês o que eu achei.

Kérastase Nutritive Magistral - Shampoo Bain Magistral

1. O processo começa com o shampoo Bain Magistral (esse da imagem acima), que remove as impurezas dos cabelos enquanto o prepara para o tratamento.
2. Em seguida é aplicado o Fondant Magistral, um condicionador que proporciona nutrição profunda, deixando o cabelo com um toque leve e macio.
3. Caso os seus fios estejam extremamente ressecados, recomenda-se o uso da Masque Magistral, máscara que protege ao redor da fibra contra os efeitos do calor. A Xilose também é responsável por criar uma película ao redor da fibra capilar, recuperando o filme protetor lipídico.
4. Para finalizar, utiliza-se o Nectar Thermique, leave-in termo ativado que, além de nutrir e facilitar a escovação, usa o calor para potencializar os benefícios do tratamento. 

Eu já tinha experimentado um outro ritual Kérastase Nutritive antes das mudanças e adorado. Essa nova experiência foi ainda mais positiva, os produtos novos são incríveis e fazem mesmo diferença nos fios. Senti mais leveza, mais brilho e o cabelo fica macio demais. Recomendo a Escova Ultranutrição Kérastase para quem está precisando dar uma atenção especial aos fios. Fiquei SUPER satisfeita (viram o cabelinho no instagram?). Equipe Werner Maison sempre maravilhosa!

 

Eu também achei super interessante a campanha da linha, que lembra que a gente também se comunica através dos cabelos. É verdade, a gente acaba enviando sinais quando tocamos nos nossos fios (eu passo a mão no cabelo toda hora) e nada melhor do que deixá-los nutridos e bonitos para facilitar essa comunicação. Muito legal!

Vocês já experimentaram a nova linha Nutritive?

∴ info ∴
Kérastase website & instagram
Kérastase Nutritive hotsite.
Werner Coiffeur website & instagram.
Werner Maison –  Rua Visconde de Pirajá, 559, Loja B – Ipanema/Rio de Janeiro – Tel: (21) 2512-5288

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Roma em Infravermelho

Rome in infrared | Milán Rácmolnár

Rome in Infrared é uma série do fotógrafo húngaro Milán Rácmolnár, que transformou a sua velha Nikon D3200 em uma câmera de captura de infravermelhos para (em suas palavras) “captar a cidade de Roma em uma perspectiva diferente“. Surreal e lindo!

∴ info ∴
Milán Rácmolnár website & instagram.

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Os quatro últimos… filmes

Mini-resenhas dos filmes: Irmã + O Duplo | Não Me Mande Flores

Irmã (Little Sister, dir. Zach Clark, 2016)

Depois de viver um tempo sem nenhum contato com a família, a noviça Colleen volta para casa, após receber a notícia de que seu irmão recebeu alta do hospital. Lá, ela reencontra sua mãe problemática e parte do seu passado gótico. Uma comédia dramática indie que retrata bem a realidade de uma família dilacerada por ressentimentos não resolvidos e frustrações. Destaque para Addison Timlin, a protagonista, que me lembrou uma jovem Winona. E, se você anda numa vibe gótica-suave, o filme tem uma trilha-sonora bem clássica, com Christian Death e GwarVeja o trailer.

O Duplo (The Double, dir. Richard Ayoade, 2013)

Simon é um homem tímido e incapaz de mudar sua realidade insignificante, até que a chegada de um novo colega de trabalho começa a perturbar o equilíbrio da sua rotina. James é a sua cópia física exata, mas socialmente o seu oposto: confiante, carismático e ótimo com as mulheres. Para o horror de Simon, o colega vai, aos poucos, assumindo vários aspectos da sua vida. Uma adaptação curiosa do romance do Fiódor Dostoievski, com uma atmosfera surreal e um humor sombrio ~ diferente do filme anterior do diretor (o brilhante Submarine), mas igualmente interessante. Veja o trailer.

Mini-resenhas dos filmes: Demônio Neon + Herança de Sangue | Não Me Mande Flores

Demônio de Neon (The Neon Demon, dir. Nicolas Winding Refn, 2016)

Quando a jovem aspirante a modelo Jesse se muda para Los Angeles, sua juventude e vitalidade são devoradas por um grupo de mulheres obcecadas e dispostas a usar todos os meios necessários para conseguir o que ela tem. O filme é uma alegoria do viés competitivo e efêmero do mundo da moda (e da juventude de maneira geral) e vem sendo descrito como uma mistura de O Vale das Bonecas com O Massacre da Serra Elétrica. Sim amiguinhos, o filme é violento, mas é aquela violência esteticamente controlada do Nicolas Winding Refn (vocês assistiram Drive?), que funciona muito bem nas telonas. Queria ter gostado mais, mas, no final das contas, o filme é um thriller de horror, que não é muito a minha praia. Mas se essa mistura de violência-humor negro-fetichismo-canibalismo-necrofilia-etc faz a sua cabeça, você definitivamente deve conferir. Veja o trailer.

Herança de Sangue (Blood Father, dir. Jean-François Richet, 2016)

Um tatuador ex-presidiário reencontra a filha adolescente desaparecida e precisa protegê-la de uma gangue de traficantes de drogas que está tentando matá-la. Filme de ação é aquela coisa, né? Se você já viu um, já viu todos. Achei que esse poderia ser diferente, por ser uma espécie de retorno do Mel Gibson para esse universo do action thriller, mas não. O filme é super corrido (1h 28 min) e não há tempo suficiente para explorar o viés “alma torturada e perdida” que o roteiro tenta emplacar (e nem acho que seja esse o objetivo, afinal, tem muita gente para matar e coisas para explodir no meio do caminho). Outra pena é a participação SUPER curta do William H. Macy, que, sem dúvida, merecia um papel mais significativo. Veja o trailer

Qual foi o último filme bacana que você assistiu?
Deixe sua dica nos comentários. :)

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