Textile Ruins | Sergio Roger

Sergio Roger - Textile Ruins | Photography © Sergio Roger
Sergio Roger - Textile Ruins / Jupiter | Photography © Sergio Roger
Sergio Roger - Textile Ruins | Photography © Sergio Roger
Sergio Roger - Textile Ruins / Augusto | Photography © Sergio Roger
Sergio Roger - Textile Ruins | Photography © Sergio Roger
Sergio Roger - Textile Ruins / Bust BVL03011 | Photography © Sergio Roger
Sergio Roger - Textile Ruins | Photography © Sergio Roger

Incríveis as esculturas em tecido do artista radicado em Barcelona Sergio Roger. A série Textile Ruins (Ruínas Têxteis) é uma homenagem à arte e arquitetura clássicas gregas e romanas, assim como uma reflexão sobre os conceitos de permanência e grandeza associados a elas.

Suas obras são criadas a partir de delicadas peças de linho, selecionadas cuidadosamente pelo próprio artista em lojas de antiguidades e com colecionadores, tornando cada escultura única. Belíssimo.

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Sergio Roger website & instagram.
via Yatzer.

Eu ainda preciso de tudo isso!

Eu ainda preciso de tudo isso!, de Petra Postert e ilustrado por Jens Rassmus | resenha Não Me Mande Flores

Um livro que me encantou pela inusitada abordagem de uma das coisas mais simples e rotineiras que se pode imaginar: um filho ajuda o pai a separar as roupas sujas na área de serviço ~ é esse o começo de uma história que ilustra lindamente o poder da imaginação de uma criança.

Antes de conhecer a história mais a fundo, o que me chamou atenção foi a capa. O meu filho sempre teve um fascínio pela máquina de lavar, ouvia o seu barulho de longe e, antes de saber andar, pedia colo para ver de perto as roupas sacolejando lá dentro. Uma coisa realmente cômica. Mas eu acabei dando sorte porque a história é uma graça e quem tem criança pequena certamente vai se identificar.

Eu ainda preciso de tudo isso!, de Petra Postert e ilustrado por Jens Rassmus | resenha Não Me Mande Flores

Um pequeno parênteses antes de continuar a resenha: muito bom ver um personagem masculino, o pai, participando de forma ativa do trabalho doméstico ~ o que infelizmente ainda é bastante incomum na literatura infantil. Eu, que leio MUITO para o meu filho, estou cansada de ver as personagens femininas assando bolinhos na cozinha, enquanto os homens fazem atividades mais enérgicas (geralmente do lado de fora) ou simplesmente leem o jornal na poltrona da sala. 2021, né gente? Não dá mais para perpetuar esse discurso. Mas sigamos em frente! :)

Eu ainda preciso de tudo isso!, de Petra Postert e ilustrado por Jens Rassmus | resenha Não Me Mande Flores

Durante a triagem das roupas sujas (as brancas no montinho da esquerda, as coloridas no da direita, as meias separadas do resto), o pai de Jim encontra alguns objetos no bolso da calça do filho e já estava pronto para jogar tudo no lixo quando Jim o interrompe: Não! Eu ainda preciso de tudo isso!

Na imaginação de Jim, uma chavezinha torta e enferrujada é a chave de uma mala enorme, de um feiticeiro muito malvado, que precisa ser escondida a todo custo. Agora o pai, curioso, quer saber a origem dos outros objetos, pra ele tão banais, mas claramente preciosos para o filho.

O botão com o desenho de uma âncora não é um botão qualquer: pertenceu ao paletó de um capitão que já deu três voltas ao mundo; a pedrinha pontuda é, na verdade, o cume de uma montanha, mordida por um gigante. A imaginação de Jim é livre, espontânea ~ é bonito ver como ele vai fazendo associações entre as histórias, como ele já possui todo um universo profundo e particular.

E eu percebo que é assim mesmo com o meu filho, como pequenas coisas, insignificantes para um olhar “adulto”, podem ser muito ricas para o seu pequeno-grande mundo. Que maravilha ter esse imaginário tão solto, essa liberdade do pensar e do sonhar. Uma pena muitos de nós (acho que a maioria de nós) perdermos esse super-poder à medida que vamos crescendo.

Jim e seus pequenos tesouros. ♥

Eu ainda preciso de tudo isso!, por Petra Postert e ilustrado por Jens Rassmus
36 páginas • SESI-SP Editora

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Bordadinho mania

Mango Flowers knit sweater | Bordadinho Mania
Mango Flowers knitted cropped top | Bordadinho Mania
Mango Flowers knit sweater | Bordadinho Mania
Mango Flowers knitted cropped top | Bordadinho Mania

As lojas estão cheias de peças de lãzinha e tricô ~ reflexo das famigeradas ‘tendências’ de inverno (que, sejamos francos, não existe aqui no Rio de Janeiro). Eu não estava muito convencida, até começar a ver essas mesmas peças cobertas por bordadinhos florais delicados, quase vintage. Irresistíveis.

O que vocês acham? Quem sabe bordar, pode tentar reproduzir em casa. \o/
Todas as peças do post são da Mango.

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Observações da vida cotidiana | Liselotte Watkins

Observações da vida cotidiana | Liselotte Watkins
Observações da vida cotidiana | Liselotte Watkins
Observações da vida cotidiana | Liselotte Watkins
Observações da vida cotidiana | Liselotte Watkins

Primoroso o uso de objetos cotidianos no trabalho da artista sueca Liselotte Watkins. Gosto especialmente de observar ~ e procurar objetos familiares ~ nessas pinturas em torno de mesas, um clima familiar irresistível com uma atmosfera italiana (país onde ela mora desde 2008).

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Liselotte Watkins website & instagram.

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Os quatro últimos… livros

Mini-resenhas dos livros: As Bruxas da Noite (Ritanna Armeni) e América Latina Sob Fogo Cruzado (Mary Jo McConahay) | Não Me Mande Flores

1. As Bruxas da Noite, por Ritanna Armeni – tradução de Karina Jannini
248 páginas • título original: Una donna può tuttoSeoman

Toda a beleza, a peculiaridade e a genialidade de um regimento feminino na aviação soviética, cujo corpo militar era TODO formado por mulheres (pilotas, mecânicas e também na administração e no comando), responsável por infernizar a vida dos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Foram estudantes, operárias, camponesas, granjeiras, vendedoras, doceiras… mulheres que lutaram contra a mentalidade de que deveriam servir a pátria apenas como esposas, mães, enfermeiras ou telefonistas. Mulheres que fizeram da guerra uma oportunidade para emancipação e que se aproveitaram do conflito para ampliar a própria esfera de liberdade (vejam só o paradoxo). Os nazistas as chamavam de “bruxas da noite” porque surgiam entre meia-noite e a alvorada, silenciosas ~ desligavam os motores momentos antes do ataque ~ e ágeis. Os aviões que pilotavam eram velhos e pouco sofisticados, porém fáceis de manejar e difíceis de serem identificados à noite. O livro reconta a trajetória das bruxas através das memórias da última delas (Irina Rakobolskaja, então com 96 anos) e revela como elas tiveram o seu papel de liderança deliberadamente apagado da história após a guerra. Uma história (e um livro) cativante, que reafirma ~ nas palavras da coronel e heroína nacional Marina Raskova ~ que uma mulher é capaz de tudo.

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2. América Latina Sob Fogo Cruzado, por Mary Jo McConahay – tradução de Mário Molina
392 páginas • título original: The tango warSeoman

Segunda Guerra Mundial, esse tema que me parece quase inesgotável, ganha novos ares latinos nesse livro-investigação da jornalista Mary Jo McConahay, focado especificamente no papel fundamental da América Latina como fonte de recursos, riquezas diversas na forma de matérias-primas e espionagem. Basicamente é um livro sobre como fomos absolutamente (e vergonhosamente) explorados, tanto pelo Eixo quanto pelos Aliados, que viam a região como uma oportunidade de alimentar livremente suas máquinas de guerra. Histórias fascinantes e, ao mesmo tempo, revoltantes ~ confesso que eu ficava furiosa ao final de cada capítulo. São particularmente interessantes para o público brasileiro os capítulos sobre a exploração da borracha na selva amazônica (com destaque para a Fordlândia, projeto megalomaníaco de Henry Ford que desmatou mais de 10 mil quilômetros quadrados de floresta tropical), as visitas de Walt Disney e Orson Welles ao Rio de Janeiro e a participação de soldados brasileiros na tomada do Monte Castelo na Itália (uma mistura de drama com comédia pastelão). Um desses livros que a gente termina com a sensação de *porque eu não aprendi isso na escola?*.

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Mini-resenhas dos livros: Mythos (Stephen Fry) e Frankenstein (Mary Shelley) | Não Me Mande Flores

3. Mythos, por Stephen Fry – tradução de Helena Londres
368 páginas • Planeta

Se você pudesse convidar qualquer personalidade para abrilhantar um jantar (uma reunião ou uma festa), quem é a primeira pessoa que passa pela sua cabeça? A minha resposta: sem dúvida, Stephen Fry. O Stephen Fry é uma dessas pessoas tão inteligentes, tão eloquentes e tão amáveis, que é difícil não ficar fascinado por ele e pelo que ele tem a dizer. Quando o assunto é um dos seus favoritos, mitologia grega nesse caso, a satisfação é ainda maior. Nos textos de Fry, os mitos e lendas da Grécia Antiga se aproximam da vida como nós a conhecemos hoje: são histórias absolutamente divertidas e acessíveis, cheias de detalhes surpreendentes, cômicos, trágicos e encantadores. Como ele mesmo esclarece no prefácio, não há nada de acadêmico ou intelectual a respeito da mitologia grega ~ e a sua maneira de contá-la a torna especialmente interessante. O mito de Pandora, por exemplo, se transforma num conto envolvente, cheio de mistério, angústia e desespero. Vejam por vocês mesmos nesse vídeo narrado pelo próprio autor (em inglês). Sensacional. Torcendo para que a Editora Planeta publique também por aqui o Heroes, segundo volume dessa série, dessa vez sobre Mortais e Monstros, Missões e Aventuras.

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4. Frankenstein; or, The Modern Prometheus, por Mary Shelley
192 páginas • Ns English

Um clássico da literatura fantástica (considerado por alguns o primeiro livro de ficção científica da história), publicado em 1823 por uma jovem Mary Shelley, de apenas 18 anos. Dr. Victor Frankenstein é um médico obcecado por criar vida a partir de partes de corpos enterradas em cemitérios e acaba gerando um monstro assustador e cruel. Uma dessas histórias que, mesmo antes de ler, a gente já tem uma noção do que se trata, certo? ERRADO. Eu me surpreendi demais com a história, que tem pouco a ver com terror e medo ~ e muito mais a ver com abandono, solidão e, especialmente, rejeição. Jamais imaginei que sentiria pena e até simpatia pelo monstro, graças aos capítulos incríveis em que Shelley descreve o desejo e as tentativas (vãs) da criatura de entender e se tornar “humano”. Tristíssimo. O livro faz parte de uma coleção da Editora Novo Século de clássicos da literatura em inglês, que tem uma proposta muito bacana: fazer com que a experiência do leitor seja o mais próxima possível da que o autor quis passar. Eu adorei ler no original (o livro é super curtinho) e já quero ler outros títulos da coleção!

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