Os quatro últimos… filmes

Mini-resenhas dos filmes: Columbus e 150 Miligramas (La Fille de Brest)

Columbus (dir. Kogonada, 2017)

Jin viaja da Coreia do Sul para os EUA, para visitar o pai em coma. Lá, conhece Casey, uma jovem apaixonada por arquitetura, cuja vida gira em torno da mãe ex-viciada. Sobrecarregados pelo vínculo com os pais e pela incerteza em relação ao futuro, os dois encontram refúgio nessa nova amizade ~ e na arquitetura moderna e única de Columbus, Indiana. Um filme sensível e delicado sobre temas como separação, vínculo familiar e realização profissional. Especialmente interessante para quem curte arquitetura e para os obcecados por simetria: os takes milimetricamente planejados e harmônicos da Elisha Christian são maravilhosos. Gostei muito. Veja o trailer.

150 Miligramas (La fille de Brest, dir. Emmanuelle Bercot, 2016)

Em um hospital em Brest, na França, uma pneumologista estabelece uma ligação direta entre mortes suspeitas e o consumo de Mediator, um remédio indicado para pacientes diabéticos, que auxilia na perda de peso, no mercado há 30 anos. O filme é baseado na história real de Irène Frachon e na sua luta contra a indústria farmacêutica francesa (e o laboratório Servier) para provar que o medicamento era responsável pelo aparecimento de doenças cardíacas e pela morte de centenas de pessoas. Impossível não se empolgar com a força e a perseverança da médica, belamente interpretada pela dinamarquesa Sidse Babett Knudsen. Uma história de busca pela justiça, com uma heroína da vida real – como não se sentir positivamente afetado? E a diretora é a ótima Emmanuelle Bercot, que ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes em 2015 pela sua interpretação no ótimo Meu Rei, já assistiram? Veja o trailer.

Mini-resenhas dos filmes: O Castelo de Vidro (The Glass Castle) e Corpo Elétrico | Não Me Mande Flores

O Castelo de Vidro (The Glass Castle, dir. Destin Daniel Cretton, 2017)

Jeannette cresceu numa família de nômades excêntricos e não conformistas, no limite da pobreza extrema. Depois de adulta, ela relembra as suas desventuras e dos irmãos com a mãe artista e o pai alcoólatra, enquanto tenta se distanciar do seu passado disfuncional. O filme é baseado na história real da jornalista Jeannette Walls e no seu livro best-seller de mesmo nome. A temática é semelhante, em alguns pontos, a do filme Capitão Fantástico, mas sem a poesia e com muito mais dramalhão (duas das crianças, aliás, participaram de ambos os filmes). O que segura o filme são as atuações fortes, especialmente do Woody Harrelson como o pai abusivo e sonhador e da jovem Ella Anderson como Jeannette adolescente. Veja o trailer.

Corpo Elétrico (dir. Marcelo Caetano, 2017)

Elias é um jovem gay, de 23 anos, paraibano, que tenta equilibrar sua rotina como estilista numa confecção de roupas, com o universo pulsante da vida noturna da periferia paulista. O personagem transita entre o mundo do trabalho e o mundo dos prazeres, resistindo (e de certa forma se opondo) a valores como sucesso profissional e amor romântico. O filme, aliás, é liberdade afetiva e sexual pura. O Elias, interpretado pelo talentosíssimo Kelner Macêdo, é uma explosão de personas: doce, cativante, dedicado, debochado, sedutor… Me lembrou o Xavier Dolan no início de carreira. O filme prospera ao dar voz para o oprimido: operários, gays, negros, migrantes e imigrantes. Personagens tão cotidianos, mas tão pouco retratados no cinema nacional. Pelo menos não com tanta naturalidade e beleza. Veja o trailer.

Qual foi o último filme incrível que você assistiu?
Deixe a sua dica nos comentários. :)

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Co Resort 2018

Co Resort 2018 Co Resort 2018 Co Resort 2018 Co Resort 2018 Co Resort 2018 Co Resort 2018

Uma das inspirações do Resort 2018 da Co foi o filme Amor à Flor da Pele, do Wong Kar-Wai (maravilhoso!). Deve ter sido por isso que eu bati o olho na coleção e gostei de cara. Que beleza!

∴ info ∴
Co website & instagram.
via Vogue.

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Primavera_love

Primavera_love | Não Me Mande Flores

A Primavera só começa por aqui no dia 22 de setembro, mas a minha alma já está toda florida. 🌷💐 🌿

1. Gold, foto linda da Alleen via Flickr.
2. Depois da chuva, imagem da Lizzie via Unsplash (disponível para download gratuito).
3. Flores selvagens dos Alpes Suíços no instagram da Tezza.
4. Uma ode à Primavera e um wallpaper gratuito do The Jungalow.

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Cacharel Amor Amor L’eau Flamingo

Cacharel Amor Amor L'eau Flamingo

Mais uma fragrância de Cacharel para a gente se apaixonar: o novo Amor Amor L’eau Flamingo, uma edição limitada do perfume clássico que a gente ama (mais sobre o Cacharel Amor Amor nesse link).

A nova fragrância foi inspirada na silhueta esguia, graça natural e cor irresistível do flamingo. De acordo com a marca, ele é a perfeita representação da primavera e o símbolo ideal do perfume, cuja campanha é sempre focada em viver o primeiro amor todos os dias. Lindo demais isso. 

Cacharel Amor Amor L'eau Flamingo

A embalagem do perfume é bem alegre: um caleidoscópio de flamingos, plumas, flores e folhas, bem jovem e vibrante. Mas o frasco é uma delicadeza só. Num tom bem clarinho e degradê de rosa, fica lindo para usar como decoração também, se adaptando a vários estilos ~ do mais romântico ao mais moderno. A família olfativa do Amor Amor L’eau Flamingo é floral com:

notas de saída
cassis/groselha preta, Coca-Cola (what?) e toranja

notas de coração
rosa, magnólia e jasmim

notas de fundo
âmbar, almíscar e baunilha

Cacharel Amor Amor L'eau Flamingo

Para mim, o Amor Amor clássico tem uma pegada mais quente e sensual (e até mais noturna), enquanto essa nova versão é mais fresca e com cheirinho de fruta e flor. Uma fragrância bem primaveril mesmo, gostosa para usar de dia ou de noite. O preço sugerido para o frasco de 50 ml é de R$309,00 ~ mas é bom ficar ligado nas promoções online. Na Sephora, por exemplo, ele estava sendo vendido com um descontão bacana

E vocês, já experimentaram o novo Amor Amor L’eau Flamingo?

∴ info ∴
Cacharel website.
Amor Amor instagram.

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Stacked | Malte Brandenburg

Malte Brandenburg | Stacked

Stacked é uma série de fotografias do Malte Brandenburg, em que ele registra conjuntos habitacionais construídos em Berlim após a Segunda Guerra Mundial. Inicialmente, os prédios forneciam uma habitação moderna e acessível para muitas famílias de classe média. Com o passar dos anos e a migração da classe média para outros locais, os moradores foram gradualmente sendo substituídos por famílias com problemas financeiros e sociais.

Nos últimos anos várias iniciativas tentaram contornar os efeitos negativos dessas unidades habitacionais, entre elas, a pintura de parte dos prédios, antes extremamente cinzas (e quase) sombrios.

∴ info ∴
Malte Brandenburg website & instagram.

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